Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional

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O Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional. Mais do que cuidar da prevenção, ele exerce um importante trabalho social. Sua função é elaborar e desenvolver projetos terapêuticos de pessoas com algum tipo de distúrbio de ordem física, psíquica, social e/ou de desenvolvimento com o intuito de permitir e devolver a capacidade deste público de realizar suas atividades cotidianas com mais qualidade de vida.

O Centro Especializado em Reabilitação IV M’Boi Mirim, por exemplo, atende recém-nascidos e crianças com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e/ou com alterações cognitivas, afetivas, perceptivas. Também trata de indivíduos com sequela de AVC (derrame cerebral), lesões medulares, pessoas que sofreram fraturas, pós operatórios, tendinites ou afecções em membro superior.

O terapeuta ocupacional está amplamente habilitado para atuar na promoção da saúde, na prevenção de doenças e no tratamento de alterações que restringem a vida ativa e participativa. Jaqueline Tsubaki atua no NASF da UBS Parque Santo Antônio, em M’Boi Mirim. Ela frisa que “o terapeuta ocupacional utiliza as oficinas e grupos terapêuticos, visitas domiciliares, consultas especificas e compartilhadas com equipes de Estratégia Saúde da Família e NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), participação em grupos já existentes das equipes da estratégia saúde da família e discussão de casos nas reuniões de matriciamento para alcançar seus objetivos de trabalho”.

O tratamento

O paciente procura esse tipo de profissional quando, por algum motivo, não possui ou não consegue desenvolver suas atividades diárias. Para realizar seu trabalho, o terapeuta primeiro faz uma avaliação inicial analisando as habilidades do paciente e os problemas que ele enfrenta diariamente. Depois, organiza um planejamento a ser desenvolvido. Finalmente, começa a intervenção nas tarefas cotidianas adaptando os locais onde a pessoa reside, trabalha e frequenta. Também faz uso de dispositivos de adaptações como, por exemplo, talheres, materiais escolares e órteses para que os pacientes tenham independência em suas atividades e evitem a disfunção.

Não existe uma receita única para o tratamento dar certo. De acordo com a demanda apresentada é que o profissional pode desenvolver seu trabalho. “Verifico com o paciente quais as atividades que ele está com dificuldades para realizar e penso em ações, juntamente com o paciente, para que o faça com a maior independência e autonomia possível, de acordo com suas limitações”, afirmou Lucia Orui Bans, terapeuta ocupacional na UBS Vila das Belezas, em M’Boi Mirim.

Quebrando barreiras

Trazer esses pacientes, que vão de recém-nascidos a idosos, para o convívio social com independência, é a principal missão do terapeuta ocupacional. É o caso de um paciente adulto que perdeu alguns movimentos e possui limitações para realizar outros, umas das dificuldades que o paciente apontou foi a de fechar a camisa, relata Lucia Orui Bans, terapeuta ocupacional na UBS Vila das Belezas, em M’Boi Mirim. Para solucionar o problema, Lucia e sua equipe confeccionaram um abotoador para o paciente realizar a tarefa sozinho.

Com tantos exemplos positivos, a terapeuta ocupacional Débora Barbosa e Alcântara, que atua no NASF na região de Capela do Socorro, acredita na importância do trabalho. “A melhor maneira que alguém pode viver com sua identidade, desejos, sofrimentos e tudo que significa existir. Cuido daquilo que parece ‘banal’, do ‘óbvio’, mas que é o que constrói o nosso ‘todo dia’”.

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