CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

Hoje, dia 15 de junho, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Negligência, abandono, violência física, sexual e psicológica são questões enfrentadas por muitos idosos.

 

De acordo com o Centro Integrado de Atenção e Prevenção à Violência Contra a Pessoa Idosa (CIAPPI), de 1º de janeiro a 9 junho deste ano, foram registradas 614 denúncias, envolvendo 1.329 vítimas. “A atenção aos sinais de alerta de que o idoso pode estar sofrendo algum tipo de violência deve partir, não só dos familiares que convivem com ele, mas de vizinhos, outras pessoas próximas e de instituições onde abrigam a pessoa idosa. Caso identifique qualquer indício de violência, é importante denunciar e a denúncia pode ser anônima”, disse o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Marcelo Canuto.

 

Confira sinais de alerta para a presença de violência:

  • Expressão facial de tristeza, desesperança, passividade ou retraimento;
  • Estado emocional ansioso ou agitado;
  • Presença de hematomas e machucados;
  • Aspecto desnutrido, pálido, desidratado e com olheiras;
  • Higiene precária;
  • Administração incorreta de medicamentos;
  • Falta de cuidado com os problemas de saúde e busca tardia por assistência;
  • Medo ou respeito exagerado com o cuidador;
  • Explicações improváveis, pessoais ou de seus familiares, para determinadas lesões ou traumas;

 

De janeiro a junho de 2021, as denúncias segundo a CIAPPI, somaram 578 com 1.498 violações. Nos dois anos se mantiveram os três tipos de violência mais comuns. Em primeiro lugar a negligência com 297 vítimas em 2022 e 283 no ano anterior. Em segundo lugar vem a violência financeira somando 196 ocorrências este ano e 217 em 2021. Por último, a violência verbal (2022: 173 e 2021: 215). Ressalta-se que para cada denúncia podem ser gerados até três tipos de violência. “É necessário sensibilizar a sociedade, as instituições que realizam e mantêm atividades destinadas à pessoa idosa e os órgãos governamentais para sinais de alerta à violência”, complementou a coordenadora do CIAPPI, Cibele Almeida.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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