Varíola dos macacos: 8 medidas que diminuem risco de infecção e transmissão…

Os casos do vírus monkeypox, causador da varíola dos macacos, vêm subindo no Brasil. De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, o país está atualmente com 1.369 diagnósticos da doença. O primeiro deles foi registrado no começo de junho. Não há previsão de vacinação em massa contra a doença em nenhum país no mundo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é improvável que a medida seja necessária para combater o surto.

 

1. Fique atento aos sintomas

O primeiro passo é ficar atento aos sinais típicos da varíola dos macacos. Segundo a OMS, a infecção é geralmente dividida em duas etapas:

Período de invasão (dura entre 0 a 5 dias): caracterizado por febre, dor de cabeça intensa, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dores musculares e falta de energia. O aumento das “ínguas” é uma característica que difere o monkeypox de outras doenças que podem inicialmente parecer semelhantes ao vírus, como o sarampo.

Erupção cutânea: geralmente começa dentro de 1 a 3 dias após o aparecimento da febre. As feridas tendem a ser mais concentradas na face e extremidades do que do que no tronco. Afetam principalmente o rosto, as palmas das mãos e plantas dos pés, as mucosas orais e as regiões genitais. As feridas começam como manchas planas e avermelhadas e geralmente evoluem para bolhas mais volumosas, que depois se enchem de um líquido amarelado, formam uma “casquinha” e caem. Muito infecciosas, elas são o principal meio de transmissão da doença no surto atual. A doença é geralmente leve e a maioria das pessoas se recupera dentro de duas a quatro semanas. Mas pacientes imunossuprimidos (pessoas com HIV, transplantados ou em tratamento de quimioterapia, por exemplo), grávidas e crianças são grupos de maior risco para desenvolver complicações. Se você está com um ou mais desses sintomas, deve se isolar do contato físico com outras pessoas e procurar orientação médica imediatamente, para confirmar o diagnóstico da doença.

2. Evitar o contato próximo com pessoas infectadas ou com suspeita de infecção

O contato próximo com pessoas infectadas é o fator de risco mais significativo para a infecção. Portanto, não toque nas lesões ou crostas de uma pessoa com a doença.

3. Evitar compartilhamento de objetos, incluindo roupas de cama e toalhas

Tocar em objetos e tecidos (roupas, lençóis ou toalhas) e que não foram desinfetados é uma potencial via de contágio do vírus. Isso porque o pus e as crostas das lesões podem estar presentes nessas superfícies. A descontaminação de roupas ou lençóis pode ser feita por lavagem com água quente e sabão.

4. Não estigmatizar a doença: qualquer pessoa pode contrair o vírus

Especialistas alertam que a tendência é que o vírus se espalhe cada vez mais. Qualquer pessoa, independentemente de gênero e orientação sexual, corre o risco de contrair a varíola dos macacos.

5. Usar máscaras 

Apesar de o risco de infecção do monkeypox por vias respiratórias ser considerado baixo se comparado a outras patologias, como é o caso da covid-19, especialistas consideram que os cuidados com grupos de maior risco para o desenvolvimento da doença, como imunossuprimidos, grávidas e crianças, devem ser intensificados.

6. Cobrir braços e pernas em aglomerações

Antes de ir a um evento, é recomendável analisar o quanto a ocasião irá envolver o contato pele a pele com as pessoas. Festivais, eventos e shows onde os participantes estão totalmente vestidos e com pouca probabilidade de ter contato pele a pele são mais seguros. No entanto, os participantes devem estar atentos às atividades (como beijos e compartilhamento de bebidas e cigarros) que podem espalhar o monkeypox.

7. Higienizar as mãos

Intensificado por causa da pandemia de covid-19, o hábito de lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel continua sendo recomendável pelos especialistas durante o surto de monkeypox, especialmente antes de comer e tocar o rosto, e depois de usar o banheiro. Vale ressaltar que higienizar as mãos é uma medida que também protege o indivíduo e a coletividade contra a covid-19 e outras doenças infecciosas.

8. Animais podem transmitir a doença?

No continente africano, onde a doença é endêmica, há evidências de infecção por meio de mordidas ou ingestão da carne de alguns animais, como roedores. Por ora, no entanto, isso não foi identificado em nenhum outro lugar do mundo. “A epidemia atual não se correlaciona com a transmissão de animais para humanos. Assim sendo, não se justifica nenhum tipo de atitude e, muito menos, crueldade em relação aos animais, incluindo os macacos”, enfatiza nota enviada à imprensa pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) e SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

 

Fonte: Viva bem uol

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